Promulgam [sem base] que, após o nascimento da Virgem Maria, Joaquim e Anna tiveram mais duas filhas: Maria Salomé e Maria de Cleofas ; porém, diz Sto. Epifânio em sua obra The Panarion (AD 374–375), Antidicomarians, pg. 620/621, vs. 8.1: 'José gerou Tiago quando ele tinha cerca de quarenta anos de idade. Depois dele teve um filho chamado José, depois dele Simeão, depois Judá, e duas filhas, uma chamada Maria e outra, Salomé; e sua esposa morreu. (2) E muitos anos depois, como viúvo de mais de oitenta anos, ele tomou Maria.' .. [Nt. Oblias, conf. New Advent, História Eclesiástica, Livro 2, Cap. 23, vs. 7] .. e assim, Maria Salomé e Maria são, pela Graça, filhas da Virgem Maria após ser confiada a José, e irmãs de Jesus por parte de seu aio, José; após casar-se com Cléofas [irmão de S. José, cunhado da Virgem Maria e tio de Jesus], passa a ser tia de Jesus, cunhada da Virgem Maria e mãe de três apóstolos: Judas Tadeu, Tiago Menor e Simão, também chamados de “irmãos do Senhor”, expressão semítica que indica também os primos [que, neste caso, são ambos]. Já Maria Salomé, é a esposa de Zebedeu e mãe de Tiago e João, dois dos apóstolos de Jesus, também mencionada em Mt 20.20 implorando a Jesus que deixe que seus filhos [sobrinhos de Jesus, seu irmão de criação por parte de pai] sentem ao Seu lado no Paraíso.
O apócrifo A História de José, O Carpinteiro, Cap. 2, traz a citação das vidas das irmãs : ''Seus dois filhos Josefos e Simão casaram-se e foram viver em seus próprios lares. Da mesma forma, suas duas filhas casaram-se, como é natural entre os homens,', e, assim, pode-se deduzir que eram mais velhas que a Virgem Maria quando foi confiada a José, e logo após casaram e foram viver suas vidas; porém, inexistem registros da época, nem fragmentos além dos Pais da Igreja quanto à possível Genealogia [aqui citadas e comentadas].
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Delas, diz Jo 19.25: 'aos pés da cruz estavam, Maria, a Mãe de Jesus, e a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena.' .. [não diz que era Salomé, descrita em : Mc 15.40 ; 16.1] .. E outra Maria [Mt 27.61 ; 28.1] que estava no dia da morte de Jesus: Maria de Cleofas [Cléopas, Lc 24.18, ou Alfeu, cf. * coment.], descrita por Mãe de Tiago e de José [Mt. 27.56 ; Mc 15.40] : são estas as '3 Marias' que assistiram à crucificação [Mt 27.56 ; Mc 15.40 Lc 23.55,56], à preparação ao sepultamento [Mc 16.1] e foram ao túmulo após a ressurreição [Mt 28.1 ; Mc 16.2-8 ; Lc 24.1-5 ; Jo 20.1], por vários/as confundidas e erroneamente elencadas como irmãs da Virgem Maria; inexistem informações confiáveis senão os textos canônicos e alguns Apócrifos junto a Obras dos Pais da Igreja, fundamentadas nos ditos junto a fragmentos perdidos que sobrevivem por citações desses Pais que se confrontaram com as mesmas dúvidas e condições 'genealógica' vistas nas páginas sobre os 1/2 irmãos de Jesus, à pág. José, O Carpinteiro, fundamentada no Proto Evang. Tiago, visto à pág. S. Joaquim e St. Anna.
Da mesma forma, promulgam sem base que, após o nascimento de Jesus, seus irmãos [Mt 12.46 ; 13.55,56 ; Mc 3.31-35 ; Lc 8.19 ; Jo 7.35 ; At 1.14] eram filhos de José e da Virgem Maria, quando isso é o total transtorno da Verdade da Palavra, qual, nos Apócrifos, descreve os 4 Filhos e 2 Filhas de José com sua primeira esposa : o Proto - Evangelho de Tiago, descreve em sua abertura 'como se deu a escolha do futuro esposo da Virgem Maria, José, idoso, viúvo [cf. Cap. IIX] e pai de seis filhos: Judas, Josefos, Tiago, Simão, Lígia e Lídia.' ; A História de José, O Carpinteiro , Cap. 2, baseia-se no Proto Ev. Tiago e descreve que 'José, uniu-se em santo matrimônio com uma mulher que lhe deu filhos e filhas: quatro homens e duas mulheres, cujos nomes eram: Judas, Josefos, Tiago e Simão. Suas filhas chamavam-se Lísia e Lídia. A esposa de José morreu, ...' ; destes filhos, o Proto - Evangelho de Tiago, Cap. XVII diz: 'Selando sua asna, fez com que Maria se acomodasse sobre ela. Enquanto um de seus filhos ia à frente, puxando o animal pelo cabresto, José os acompanhava.' .. e, no Cap. XVIII : 'Encontrando uma caverna, levou-a para dentro e, havendo deixado seus filhos com ela, foi buscar uma parteira na região de Belém.' ... [sem que fossem nomeados].
Da viuvez, e da anterior paternidade, descreve a História de José, Cap. XIV: 'Eis aqui, resumida, a vida de meu querido pai José: ao chegar aos quarenta anos, contraiu matrimônio, no qual viveu outros quarenta e nove. Depois que sua mulher morreu, passou somente um ano. Minha mãe logo passou dois anos em sua casa, depois que os sacerdotes confiaram-na com estas palavras: 'Guarda-a até o tempo em que se celebre vosso matrimônio. Ao começar o terceiro ano de sua permanência ali - tinha nessa época quinze anos de idade - trouxe-me ao mundo de um modo misterioso, que ninguém entre toda a criação pode conhecer, com exceção de mim, de meu Pai e do Espírito Santo, que formamos uma unidade.'
A Enciclopédia Católica [New Advent , Vol. 8 - S. José], citando textos contidos nos escritos apócrifos, muito próximos a esta passagem, diz : 'Aos quarenta anos de idade, José casou-se com uma mulher chamada Melcha ou Escha por alguns, Salomé por outros; eles viveram quarenta e nove anos juntos e tiveram seis filhos: duas filhas e quatro filhos ..Um ano após a morte de sua esposa, os sacerdotes anunciaram através da Judéia que desejavam encontrar na tribo de Judá um homem respeitável para desposar Maria, então com 12 a 14 anos de idade. José, na época com noventa anos, subiu a Jerusalém entre os candidatos; um milagre manifestou a escolha que Deus fez de José, e dois anos depois ocorreu a Anunciação.'
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Estes 6 filhos são os filhos da Virgem Maria [com José, por madrasta] pela Graça de lhe ter sido confiada a guarda da Vontade Divina [cf. diz Sto. Epifânio : 'a Virgem não foi confiada a ele para o matrimônio. (4) Foi para a preservação de sua virgindade em testemunho das coisas por vir - [um testemunho] de que a encarnação de Cristo não era nada espúria, mas foi verdadeiramente atestada, como sem a semente de um homem <mas> verdadeiramente provocada pelo Espírito Santo.'], e irmãos de Jesus [cf. diz. Sto. Epifânio : 'Pois, porque ela havia sido desposada com José, Maria parecia ser a esposa de um marido, mas ela não teve relações sexuais com ele. Por esta razão, o grau de parentesco dos filhos de José com o Salvador foi chamado, ou melhor, considerado como fraternidade.] por parte de Pai terreno [José, assim designado pelo Espírito Santo], imagem dos quais diz Jesus 'meus irmãos são os que fazem a vontade de Meu Pai' ['que está no céu' Mt 12.50 ; Lc 8.21 ; conf. Jo 7.2-7: 'Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.']', referindo-se ao Pai Celestial, assim como disse no Templo: 'Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?' Lc 2.49 .. [qual seus pais silenciaram-se].
Nt. 1: Os termos "irmão" e "irmã", como utilizados neste contexto [Mt 12.50], estão abertos a diversas interpretações ['Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.' Jo 20.17 - Palavras que soam como resposta à incredulidade descrita em Jo 7.2-7 .. 'Porque nem mesmo seus irmãos criam nele', ie., nem mesmo seus 'irmãos', ou '1/2 irmãos' unicamente por criação, criam que ele era filho do Espírito Santo, e assim, nunca creram na História da Virgem Maria sobre o Anúncio do Anjo]. As línguas hebraica e aramaica não possuem termo apropriado para indicar os primos, e os designam com a mesma palavra que significa irmãos no verdadeiro sentido. Uma vez que a palavra “irmão” é algumas vezes usada nas Escrituras para designar uma pessoa não necessariamente nascida do mesmo pai e mãe ['Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos, 12 dizendo: A meus irmãos declararei o teu nome, cantar-te-ei louvores no meio da congregação. 13 E ainda: Eis aqui estou eu e os filhos que Deus me deu.' Hb 2.10-13], surgem perguntas sobre os “irmãos” e “irmãs” de Jesus pela falta de conhecimento das escrituras e por perversidade carnal [Gn 6.3 ; Mc 7.22 ; Rm 7.18,23 ; Tg 3.16], qual alguns consideram que Jesus é chamado o primogênito de Maria [Lc 2.7], que conheceu José, isto é, teve relação sexual com ele, após o nascimento de Jesus [Mt 1.25], qual conclusão mais lógica é a de que a expressão “irmãos de Jesus” se referem aos filhos de José e Maria, quando nada disso é, conf. comento na Nt. Mt 1.25, Proto Cap. 14, segundo Sto. Epifânio [Antidicomarians, pg. 620/621, vs. 7,5-8.1], conf. descrito no Apócrifo História de José, Cap. XIV e na Enciclopédia Católica [New Advent , Vol. 8 - S. José], que aos 40 anos, José iniciou a geração de seus filhos até os 80 anos, quando sua esposa faleceu, e então, por Ordem Sacerdotal, tomou Maria desposada, tendo seus filhos mais velhos por ajudantes no seu trabalho, sendo impossível serem filhos dele com Maria, como Mt 1.25 sugere, assim como todos que a execram : Sua Virgindade é anátema ao que não crê na forma de Nazireado Feminino [Nm 6.2-5], nem no Milagre da Sua Concepção [de Jesus], motivo pelo qual, após 2 mil anos, Ela retorna ao Planeta com o Reino, no próprio Deus de Israel na forma dum humilde carpinteiro / construtor, para, em outra terra [Jo 7.27], pelo Espírito Santo, encontrarem-se e casarem à geração de Jesus Cristo e seu irmão, os 2 Anjos do propiciatório, até o devido tempo e forma de suas manifestações se completarem à sua realização, na revelação da Sua Obra pela e através do Livro da Sua Vida [Ap 13.8 ; 21.27 ; 22.19 ; 20.15] descrito por Suas Próprias Mãos [Zc 4.6-10 ; 6.12,13] aos olhos de todos que não o reconhecem.
Nt. 2: Quanto à sugestibilidade de Mt 1.25 : 'Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.', Sto. Epifânio esclarece, conf. a sabedoria que lhe foi concedida, em Antidicomarians, pg. 620/621, vs. 7,5-8.1.
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O Martírio do Apóstolo Tiago, A Historia da Igreja, Cap. 9
O Martírio de Tiago, o Irmão de Jesus, A História da Igreja, Cap. 23
Epífânio assim fala no Panarion, Pgs. 626,627, 13.2-5 '“Tiago, o irmão do Senhor”, < que > morreu na virgindade < com a idade > de noventa e seis. 3) Nenhum implemento de ferro havia tocado sua cabeça, nunca tinha ido a uma casa de banho, nunca tinha comido carne.41 Ele não possuía uma muda de roupa e usava apenas um puído veste de linho, como diz o Evangelho: “O jovem fugiu e deixou a pano com o qual ele estava vestido”. 42
13,4 João, Tiago e Tiago, estes três, viveram na virgindade - os dois filhos de Zebedeu e Tiago, que era filho de José e irmão do Senhor porque ele viveu com ele, foi criado com ele e teve o status de irmão por causa do único relacionamento de José com Maria, sua noivado com ele. (5) Somente este Tiago foi autorizado a entrar no Santo dos Santos uma vez por ano43 desde que era nazireu e membro do sacerdócio. Por isso Maria estava relacionada com Isabel de duas maneiras44 e Tiago se distinguia por sacerdócio, uma vez que apenas as duas tribos se casaram, o real com o sacerdotal e o sacerdotal com o real.
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Ele nunca vestiu uma roupa de lã.45 De seus joelhos contínuos diante o Senhor com extrema piedade, seus joelhos ficaram duros como camelos. (2) Ele era não mais endereçado pelo nome; seu nome era “O Justo”. Ele nunca lavou a casa de banho, não comeu carne, como já disse, e não vestiu uma sandália. E muito poderia ser dito sobre James e sua vida virtuosa.
14,3 Você vê, então, que a casa de Joseph era notável em todos os sentidos. Pois se os filhos de José conheceram a virgindade e a prática dos nazireus, quanto mais o ancião e honrado José soube preservar a Virgem em pureza, e prestar honra ao vaso em que a humanidade a salvação já habitou? “A própria natureza não te ensina?” 46 (4) O homem era idoso, muito avançado em anos, e um homem de caráter fiel e firme e comportamento piedoso. Pois o Evangelho diz: “Por temor de Deus o homem procurou afastá-la em segredo”. 47
14,5 Este Tiago, irmão do Senhor e filho de José, morreu em Jerusalém, depois de viver por cerca de vinte e quatro anos após a assunção do Salvador. 48 Pois com a idade de noventa e seis anos ele foi atingido na cabeça com a vara de um pinheiro, foi jogado do pináculo do templo (6) e caiu sem ferimentos, mas ajoelhou-se em oração por aqueles que o derrubaram e disse: "Perdoe-os, pois Eles não sabem o que fazem." 49 Enquanto isso, Simeão, seu primo, mas filho de Cleopas, ficou à distância e disse: “Pare! Por que você está apedrejando o Justo? E veja, ele está orando por você o melhor que pode! E este foi o martírio de James.'
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Sobre o Tempo da gravidez, Hist. de José, fala: Cap IV: 'Depois de tê-la acomodado em sua casa, José partiu para o local onde exercia o ofício de carpinteiro. Minha mãe Maria viveu dois anos em sua casa, até que chegou o feliz momento.', e, no Cap. V, A Encarnação : 'No décimo quarto ano de idade, Eu, Jesus, vossa vida, vim habitar nela por meu próprio desejo. Aos três meses de gravidez o solícito José voltou de suas ocupações. Ao encontrar minha mãe grávida, preso à turbação e ao medo, pensou secretamente em abandoná-la.'
E, no Cap. VI, fala: Eis aqui, resumida, a vida de meu querido pai José: ao chegar aos quarenta anos, contraiu matrimônio, no qual viveu outros quarenta e nove.
Depois que sua mulher morreu, passou somente um ano. Minha mãe logo passou dois anos em sua casa, depois que os sacerdotes confiaram-na com estas palavras:
- Guarda-a até o tempo em que se celebre vosso matrimônio.
Ao começar o terceiro ano de sua permanência ali - tinha nessa época quinze anos de idade - trouxe-me ao mundo de um modo misterioso, que ninguém entre toda a criação pode conhecer, com exceção de mim, de meu Pai e do Espírito Santo, que formamos uma unidade.''
Somem-se as datas: